sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Os rituais são como a burocracia





Os rituais são como a burocracia





Os rituais são como a burocracia: cumprem-se porque pertence, porque tem de ser. Mas é cumprindo rituais e formalidades que se asseguram alguns dos direitos fundamentais de quem não tem outra via para os fazer valer. Não fora assim o mundo seria um lugar pior, porque só quem tivesse poder para fazer valer os seus, só quem tivesse poder, é que teria foros de dignidade.

Com os sentimentos e os valores é exactamente a mesma coisa. É preciso que se mantenham os rituais e as formalidades para termos a certeza certezinha, a garantia segura, de que nem que seja só formalmente, o que de melhor temos de nós e de humanidade, tenha oportunidade de afirmação e renascimento.

O ano, de Janeiro em diante, é um campo aberto, em que tanto germinam plantas boas e flores lindas, como aparecem arbustos retorcidos cujos picos nos fazem passar mais longe.

Mas ao fim e ao cabo, já Dezembro nos finais, é sempre como se fosse totalmente novo e com surpresa sincera, que reconfirmamos que sempre e sempre, de um humos que nos transcende sendo parte de nós, renasce com uma força forte e frágil, esta coisa maravilhosa que é gostarmos uns dos outros.

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